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Gestão da clínica

Ticket médio e taxa de ocupação: os dois números que explicam o faturamento da clínica

Por Thalles Brandão
3 minutos de leitura
Ticket médio e taxa de ocupação: os dois números que explicam o faturamento da clínica

Quando o faturamento do mês cai, a primeira reação costuma ser buscar mais pacientes. Às vezes é isso mesmo. Mas, com frequência, o problema está em outro lugar: horários vazios na agenda ou atendimentos que geram menos receita do que deveriam.

Dois indicadores ajudam a separar essas causas: a taxa de ocupação e o ticket médio.

Taxa de ocupação da agenda

A taxa de ocupação mostra quanto da capacidade da clínica está sendo usada. A conta é:

Taxa de ocupação = horários efetivamente atendidos ÷ horários disponíveis × 100

Os horários disponíveis são aqueles em que o profissional estava à disposição para atender. Os atendidos são as consultas que realmente aconteceram, sem contar faltas e cancelamentos não reaproveitados.

Calcule por profissional e por período. Uma clínica pode ter ocupação alta no geral e, ao mesmo tempo, um profissional com a agenda pela metade, ou um turno da semana sistematicamente vazio.

O que derruba a ocupação

  • Faltas sem aviso e cancelamentos que não foram reaproveitados.
  • Agenda aberta em horários que os pacientes não procuram.
  • Tempo de consulta mal dimensionado, que deixa buracos entre um atendimento e outro.
  • Demora para responder quem quer agendar, fazendo o paciente desistir.

Ticket médio

O ticket médio mostra quanto, em média, cada atendimento gera de receita:

Ticket médio = faturamento do período ÷ número de atendimentos realizados

Também vale separar por profissional, por tipo de atendimento e por forma de pagamento, como particular e convênio. Misturar tudo em um único número esconde diferenças importantes.

O que influencia o ticket médio

  • A proporção entre atendimentos particulares e por convênio.
  • A tabela de preços e a frequência com que ela é revisada.
  • Procedimentos e serviços complementares realizados junto da consulta.
  • Descontos concedidos sem critério.

Lendo os dois juntos

Os dois indicadores se completam. O faturamento é, em boa medida, o resultado da ocupação multiplicado pelo ticket médio. Olhar os dois lado a lado ajuda a escolher a ação certa:

  • Ocupação baixa e ticket saudável: o foco é preencher a agenda, com confirmação, lista de espera e captação.
  • Ocupação alta e ticket baixo: a agenda está cheia, mas cada atendimento rende pouco. Vale revisar preços, mix de convênios e serviços oferecidos.
  • Ambos baixos: comece pela ocupação, que costuma dar resultado mais rápido.

Acompanhe todo mês

Indicador olhado uma vez por ano não ajuda a decidir nada. Defina um dia fixo do mês para revisar os números com a equipe e compare com os meses anteriores. Mais do que o valor absoluto, a tendência mostra se as ações estão funcionando.

Na WayDoctor, a agenda e o financeiro ficam no mesmo sistema, então ocupação e faturamento por profissional aparecem nos relatórios sem precisar cruzar planilhas.

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Escrito por

Thalles Brandão

Fundador da WayDoctor

Escrevo sobre gestão, atendimento ao paciente, marketing médico e tecnologia a partir do que acompanho de perto na rotina de clínicas e consultórios.

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